Qto tempo?
Não demora muito.Talvez os trinta segundos iniciais daquela música que vc adora, qdo vc fecha os olhos e, ao abrir, de um lado um casa de namorados apaixonados, do outro um laranjinha da vez tentando ganahr sua amiga. Ninguém na sua frente. O cavalo branco está correndo nas pistas, o príncipe encantado desceu p/ praia e até o sapo com o qual vc havia se contentado não apareceu. De novo.
É até rápido. A música ainda está tocando e vc continua dançando sozinha, sorrindo inexplicavelmente. É aí que percebe então que nada importa, dessa vez ou todas as outras.
Não importa que sua blusa nova é linda ou o quão indecente o decote dela seja. Se o seu cabelo está solto, liso e longo. Se a maquiagem tão cuidadosamente aplicada está impecável, se vc conhece a música, está de bom humor, relaxada, saudável, se leu um bom livro essa semana. Se saiu de casa se sentindo não tão desajustada e inadequada dessa vez.
Ninguém viu, reparou, admirou à distância ou de perto. Ninguém nada. A armadura fica sempre. De pijama, só o vazio e o invisível. Invisível.
O normal é o invisível, introspectivo, individual e egoísta. Calado. A alegria e a pensada felicidade são eventuais, como a chuva.
Como se vê, é rápido. Perceber que não há o que fazer. Saber que se vai esperar por mto tempo por um tempo que talvez não chegue. Tomar conscîência que vc talvez seja mesmo invisível.

1 Comments:
cara sogrinha, não fique assim só pq saiu no 0x0 de uma balada... isso acontece com qq um...
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