Glub-glub
Saí de mala de casa ontem, sob protestos retumbantes de mamis sobre a Arca de Noé e as marginais; curso de 5h com o Robert e o Nabil, almoço no S & S, reunião comitê Esprit até 17h, desabalada carreira até o metrô Paraíso, 18h. Pausa.
(A física não explicaria o dia de ontem e seu reflexo no transporte coletivo paulistano. )
Meia-volta-volver. Era impossível entrar no trem, chegar no rodoviária, sair dessa maldita cidade ou sair do metrô e voltar p/ casa. Só água.
Não sei dizer qto tempo esperei p/ sair da estação ou qto demorei p/ andar até em casa ou qto tempo chorei.
Chorei pq nunca me senti tão desamparada pelo universo, pq eu só queria passar um dia longe daqui, pq tinha juntado meu dinheiro, pq nem tinha espalhado mto que ia viajar, pq estava com saudades, pq trabalho 60h por semana e no meu dia de folga eu tenho enxaqueca de tensão, pq só queria um beijo de boa-noite, pq voltei p/ casa, pq voltei p/ a cara de pena dos meus pais e para ver a felicidade do meu irmão e sua aniversariante namorada.
Por tudo isso eu chorei até que a chuva lavou todas as minhas lágrimas. E à noite, encolhida na cama, eu soluçava baixinho e imóvel, cansada; e de manhã, tive que tomar remédio para a dor de cabeça lancinante que me acordou, como todas as vez que choro até dormir (ou que durmo p/ parar de chorar; ou que me embalo sozinha com os soluços)
Por isso tudo que mesmo hj, depois de um lindo dia de sol, compras, meia barra de chocolate Hershey's Cookies'n Chocolate, uma visita à Maria 3alfa dodói e telefonemas (do Coelho, do Mário, do Rodrigo e da Lili), eu ainda sinto o gosto do nó na garganta.
Por isso não escrevi ontem sobre a semana doida.
Pq estou tentando infrutiferamente elevar o astral desse previamente tão bem-humorado e inteligente blog. Ainda não dá.

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